Treina a equipa para retirar um colega suspenso no arnês no menor tempo possível e para o socorrer quando chega ao chão. Os exercícios são cronometrados nas estruturas reais da sua empresa e cada posto fica com o seu plano de resgate escrito.
Para quem é
Trabalhadores que executam ou supervisionam trabalhos em altura com proteção individual contra quedas
Elementos das equipas de emergência
Empresas de construção, manutenção industrial, armazéns e facility management
Objetivos
Reconhecer os riscos da suspensão no arnês e a importância do tempo de resgate
Verificar ancoragens, arneses e componentes do sistema antes do uso
Montar e operar um kit de resgate por elevação e descida controlada
Resgatar uma vítima suspensa a partir de cima e a partir de baixo, em equipa
Prestar os primeiros socorros depois do resgate e acionar o 112
Contribuir para o plano de resgate do seu posto de trabalho
Conteúdos programáticos
Lei 102/2009, art. 75.º: o resgate de trabalhadores em situação de sinistro
Revisão dos sistemas de proteção contra quedas
Fator de queda e tirante de ar
Trauma de suspensão: o tempo como fator crítico
Socorro depois do resgate: avaliação, SBV, hemorragias e fraturas
Kit de resgate por elevação e descida (EN 1496, EN 341)
Técnicas de resgate ao nível do chão
Resgate cronometrado em posto real, com manequim
Plano de resgate por posto
Cenário integrado: do alarme à entrega aos bombeiros
O que a empresa recebe
Ficha de plano de resgate de cada posto treinado, com o tempo medido em formação
Registo dos tempos de resgate por equipa, até 5 dias úteis depois da ação
Segurança durante a formação
Em altura usa-se um manequim de resgate; uma pessoa só fica suspensa a menos de 1 metro do chão, com dupla segurança e por pouco tempo
O equipamento sem inspeção válida não é usado
Os exercícios param a qualquer sinal de mal-estar ou com mau tempo
Como organizamos na sua empresa
No posto real
Dois dias de 8 horas nas suas instalações: sala e as estruturas onde a equipa trabalha (cobertura, andaime, plataforma, ponte rolante ou estante). Grupos de 6 a 8 pessoas.
O que precisa de preparar
O EPI de cada formando com inspeção válida, a ficha de aptidão médica para trabalhos em altura e o acesso a dois postos reais.
Certificado
Entidade formadora certificada pela DGERT (C 6146). Cada participante com assiduidade e aproveitamento recebe certificado de formação profissional emitido via SIGO, que conta para as 40 horas anuais de formação obrigatória.
Perguntas frequentes
A lei obriga a empresa a garantir o resgate?+
Sim. A Lei n.º 102/2009 (artigo 75.º) obriga a empresa a organizar, sempre que aplicável, o resgate de trabalhadores em situação de sinistro, e a falta é contraordenação muito grave. Se há trabalho em altura, tem de haver quem saiba fazer o resgate.
Porque é que o tempo conta tanto?+
Um trabalhador suspenso e imóvel no arnês pode perder a consciência em poucos minutos. Muitas vezes os meios de socorro não conseguem chegar, montar o equipamento e subir a tempo: quem resgata é o colega.
É preciso ter formação em trabalhos em altura?+
É recomendável, e o curso inclui uma revisão. Os formandos têm de ter 18 anos ou mais e aptidão médica para trabalhos em altura.
A formação conta para as 40 horas obrigatórias?+
Sim. Somos entidade formadora certificada pela DGERT e cada participante recebe certificado de formação profissional emitido via SIGO, que conta para as 40 horas anuais do artigo 131.º do Código do Trabalho.